A leitura, para
mim, é parte da vida. Aprendi a gostar de ler a partir das histórias contadas
pelo meu pai. Quando eu ainda criança, morávamos em um sítio; após o jantar meu
pai sentava-se na cabeceira de uma mesa comprida, à luz de uma lamparina que,
ao menor sopro do vento, quase se apagava.. Eu e meus irmãos ficávamos
debruçados em volta da mesa ouvindo histórias de lobisomen, mula-sem-cabeça,
saci-pererê, fantasmas... Apesar dos arrepios na espinha dorsal que aquelas
histórias provocavam, um desejo incontido de conhecer os seus ‘detalhes
sórdidos’, de ‘comer e beber aquela carne e aquele sangue’ nos movia.
Na verdade, o gesto
simples e ingênuo de meu pai foi a mola propulsora para eu me aproximar e me
apaixonar pela leitura, em especial a dos romances.
Na adolescência,
época de curso ginasial, eu e minha melhor amiga de sala costumávamos fazer uma
aposta para ver quem conseguia ler mais livros em menos tempo, estimuladas pelo
entusiasmo do querido professor de Português Roberto Magalhães. Li José de Alencar,
Machado de Assis, Graciliano Ramos, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles,
Seleções Reader Digest, Revista Contigo (de fotonovelas), enfim, toda espécie
de leitura.
No curso de
Magistério eu e minha irmã brincávamos de fazer paródias com músicas de sucesso
e nos divertíamos muito enquanto desenvolvíamos a habilidade de criar. Nem
imaginávamos que aquelas brincadeiras nos davam um presente: o inestimável
gosto pelo conhecimento.
E hoje, o folhear
das páginas e aquele cheirinho de papel que só o livro tem, ainda me
encantam...e acrescentam muito em minha vida!
Depoimento
de Elizabeth do Carmo Médola
Que rica sua história, Elizabeth! Qual criança não gosta de histórias assombradas? Parabéns ao seu pai, que a inseriu neste mundo fantástico da imaginação e posterior à leitura!
ResponderExcluirParabéns pelo blog!
Olá Patrícia!
ResponderExcluirObrigada pelo comentário...
E você, quando vai nos contar aqui, sua história com a leitura? Estou ansiosa para ler...