sábado, 4 de maio de 2013

MELHOR GESTÃO, MELHOR ENSINO



Como proposta do curso MELHOR GESTÃO , MELHOR ENSINO- LÍNGUA PORTUGUESA, fomos convidadas a publicar uma S.A. (Situação de Aprendizagem) com um dos textos : O primeiro beijo ou Avestruz ou Pausa. Dentre eles, selecionamos O PRIMEIRO BEIJO, embora todos os apresentados estavam muito bem elaborados.


Situação de aprendizagem
Meu primeiro beijo

Contribuição da  Profª Gislene Brognolli do Prado- DE Jundiaí.
I - Aquecendo a leitura
Finalidade da leitura: Fruição e ativação das estratégias de leitura
1 - Recuperação do contexto de produção
Dividir a classe em grupos e solicitar uma pesquisa com roteiro
   - Autor: Antonio Barreto                            
   - Obra: “Balada do primeiro amor”
   - Época
   - Palavra romance
Apresentação dos grupos
- Intervenção do professor complementando a fala dos alunos com foco no gênero. 
2 - Levantamento do conhecimento prévio
Apresentar o livro (portador)
Explorar o autor, título, capa, contracapa etc.
Destacar o capítulo a ser lido (informar o conteúdo do livro e a finalidade da leitura).
Apresentar o título do capítulo, explorando a palavra beijo
A qual primeiro beijo o personagem está se referindo?
Roda de conversa:
Quem já deu o primeiro beijo?
3 – Checagem de hipóteses
-          Leitura do texto pelo professor, na íntegra sem interrupções.
-          Entregar o texto ao aluno com o roteiro
-          Solicitar que os alunos façam uma leitura silenciosa do texto e respondam em duplas às questões do roteiro.

II – Saboreando a leitura
(com fundo musical – sugestão “Já sei namorar” – Tribalistas) 
4 -  Localização de uma informação / generalização
Identifique no texto o parágrafo onde acontece o beijo, transcreva-o no seu caderno.
O personagem descreve um turbilhão de sensações a partir de sua experiência com o primeiro beijo. Você já as vivenciou num outro contexto?
5 – Produção de inferências: locais e globais
Local: qual o significado de “perdigotos” no texto?
Global: Por que o rapaz é chamado de “cultura inútil”?
 III – Entrelaçando a leitura
6 – Percepção das relações de intertextualidade; percepção das relações de interdiscursividade
Intertextualidade: texto “O primeiro beijo” – Machado de Assis
Interdiscursividade: Existe no texto outro discurso (Ciências)? Sublinhe no texto e transcreva-o no caderno.
IV – Desdobramentos
7 – Percepção das outras linguagens
Poema
Movie Maker: Beijos inesquecíveis
Gráficos (enquete): A classe mais beijoqueira
Imagens: Escultura de Rodin, fotos com o celular
Música: “Kiss me quick”– Elvis Presley
Receita - Beijo
8 – Elaboração de apreciações estéticas e/ou afetivas.
Quais os sentimentos provocados pela leitura do texto?
9 – Elaboração de apreciações a valores éticos e/ou políticos.
Na sua opinião há situações/ locais em que o beijo é inadequado? Especifique.

Referências Bibliográficas

ASSIS, Machado de. “O primeiro beijo” in Memórias Póstumas de Brás Cubas. Disponível em:<http://www.spectroeditora.com.br/fonjic/machado/romances/cubas/14.php> Acesso em 18 de fevereiro de 2013. 
BARRETO, Antonio. “Meu primeiro beijo”. In: Balada do Primeiro Amor. São Paulo: FTD, 1977. p. 134-136.  Disponível em:  http://portaldoprofessor.mec.gov.br/fichaTécnicaAula.html?aula=22430  Acesso em 01/03/2013.
DOLZ, Joaquim e SCHNEUWLY, Bernard e colaboradores. Gêneros e progressão em expressão oral e escrita – elementos para reflexões sobre uma experiência suíça (Francófona). In: Gêneros orais e escritos na escola.  Campinas: Mercado das Letras, 2012.  p. 35-60.
ROJO, Roxane. Letramento e capacidades de leitura para a cidadania in Curso EaD/EFAP: Leitura e escrita em contexto digital, 2012 – Programa Práticas de leitura e escrita na contemporaneidade. Disponível em: http://efp-ava.cursos.educacao.sp.gov.br/Resource/328167,90D/Assets/conteudo_curso/modulo_01/unidade_04/rojo_2004.pdfAcesso em 4/3/2013.
Sites
ANTUNES, Arnaldo;  BROWN Carlinhos;  MONTE, Marisa. Já sei namorar. Disponível em http://letras.mus.br/tribalistas/63542/, acesso em 18/04/2013.

PRESLEY, Elvis. Kiss me quick. Disponível em http://letras.mus.br/tribalistas/elvis-presley/31457/, acesso em 18/04/2013.

RODIN, Auguste.O beijo. Disponível
Acesso em 18/04/2013.

Elaboração:
 Gislene  DE  Jundiai
Adriana - DE Miracatu
Camila - DE Jundiaí
Irene - DE Jundiaí
Mateus - DE Miracatu
Patrícia - DE Jundiaí
Rita  DE Jundiaí
Rita Zini - DE Jundiaí

GRUPO 3- DO AVA=
Elisângela Pereira Barreto-          DE Campinas    
Elizabeth do Carmo Medola-        DE Piracicaba
Fátima Lucy Bizigatto-               DE Mogi Mirim
Fátima Salete Dias Vasconcellos- DE Limeira
Gislene Brognolli do Prado-          DE Jundaí

sexta-feira, 26 de abril de 2013

ASSIM TUDO COMEÇOU......




São doces e especiais minhas lembranças dos primeiros anos de escola e do início do meu contato com a leitura e com a escrita, que deu-se logo na pré-escola (essa era a denominação da época), com minha primeira professora, chamada Regina, com a qual, aliás, tenho contato até hoje.
            Através do ato de ler para a turma fantásticas histórias e de representá-las através do teatro de fantoches, ela despertou em mim, a urgente necessidade de não apenas virar páginas e páginas dos livros que eu encontrava em minha casa, mas também de compreender, de decifrar, os segredos que aquelas letras, palavras escondiam.
            Dessa forma, através do material didático que havia na época na escola, muito bonito, colorido, desafiador, passei a entrar em contato com todo esse magnífico universo e ao fim daquele ano, eu já lia e escrevia minhas primeiras palavras.
            E assim fui então, para a primeira, a segunda série, ampliando minha leitura, utilizando o que eu tinha disponível na escola e com livros que ganhava de meus pais.
            Quando completei dez anos, e já era uma mocinha cursando a quarta série, minha mãe me levou até a Biblioteca Municipal da cidade, então  fizemos minha carteirinha e eu já podia, sozinha, caminhar pelas ruas da minha casa até lá, para emprestar os livros que eu tanto desejava ler, e descobrir tantos outros, de gêneros, assuntos e autores variados.
            Também foi nessa época, pois não tínhamos as facilidades de comunicação de hoje, que minha mãe me incentivou a criar o hábito de escrever cartas para minha avó, que morava longe, relatando tudo o que acontecia de novidade na minha casa, escola, e assim por diante, com o principal objetivo de praticar a escrita, assim como  enviar os cartões em datas especiais, tão comuns naquele tempo.
            Foi por meio da leitura que também enriqueci minha escrita, aliás elas sempre caminharam juntas, pois também, e também foi uma fase escolar que minhas professoras promoviam concursos de redação entre as turmas, valorizando a escrita, sua importância e nos incentivando a produzir.
            Já quando fui para o ginásio, e passei a ser aluna ilustre professora de Língua Portuguesa, dona Sueli, com a qual tive a honra de trabalhar mais tarde, dei continuidade a esse elo com a leitura e a escrita.
            De fato, tive muita sorte, pois passaram pela minha vida, muitas pessoas que sempre me orientaram sobre a importância do conhecimento e sobre como a leitura é a sua porta de entrada.

Elisangela Pereira Barreto. 

quinta-feira, 25 de abril de 2013






Aos leitores deste blog, um recadinho importante:
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LEMBRANÇA DE INFÂNCIA.......


Ao ler os depoimentos, me identifiquei com o da escritora e Jornalista Danuza Leão. Assim como ela, tive uma infância e adolescência solitária. Nunca gostei de lugares cheios de gente e sempre preferi passar a maior parte do tempo com os meus livros. Meu pai, que era diretor de escola e professor de matemática, foi o meu grande incentivador. Lembro-me da emoção que senti quando ganhei de presente a minha primeira coleção de 18 volumes ”Tesouro da Juventude” - Outras coleções que me marcaram bastante foram a do Monteiro Lobato, José de Alencar, Machado, Jorge Amado... meus companheiros na infância, adolescência e juventude. Viajei no tempo e no espaço ao longo de quatro décadas de leituras. Essas e outras coleções foram doadas à escola a qual meu pai durante toda vida se dedicou. Tive o exemplo de excelentes professores no colégio. Portanto, a minha experiência como professora não poderia ser diferente. Sempre procurei incentivar os alunos trazendo bons livros e sugestões para a sala de aula. Cada história traz um mundo novo e o contato com a variedade certamente desperta o interesse deles.


quarta-feira, 24 de abril de 2013

terça-feira, 23 de abril de 2013

Quando tudo começou.....

A leitura, para mim, é parte da vida. Aprendi a gostar de ler a partir das histórias contadas pelo meu pai. Quando eu ainda criança, morávamos em um sítio; após o jantar meu pai sentava-se na cabeceira de uma mesa comprida, à luz de uma lamparina que, ao menor sopro do vento, quase se apagava.. Eu e meus irmãos ficávamos debruçados em volta da mesa ouvindo histórias de lobisomen, mula-sem-cabeça, saci-pererê, fantasmas... Apesar dos arrepios na espinha dorsal que aquelas histórias provocavam, um desejo incontido de conhecer os seus ‘detalhes sórdidos’, de ‘comer e beber aquela carne e aquele sangue’  nos movia.
Na verdade, o gesto simples e ingênuo de meu pai foi a mola propulsora para eu me aproximar e me apaixonar pela leitura, em especial a dos romances.
Na adolescência, época de curso ginasial, eu e minha melhor amiga de sala costumávamos fazer uma aposta para ver quem conseguia ler mais livros em menos tempo, estimuladas pelo entusiasmo do querido professor de Português Roberto Magalhães. Li José de Alencar, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles, Seleções Reader Digest, Revista Contigo (de fotonovelas), enfim, toda espécie de leitura.
No curso de Magistério eu e minha irmã brincávamos de fazer paródias com músicas de sucesso e nos divertíamos muito enquanto desenvolvíamos a habilidade de criar. Nem imaginávamos que aquelas brincadeiras nos davam um presente: o inestimável gosto pelo conhecimento.
E hoje, o folhear das páginas e aquele cheirinho de papel que só o livro tem, ainda me encantam...e acrescentam muito em minha vida!
Depoimento de Elizabeth do Carmo Médola